Filhos não precisam dormir com os pais para se sentirem amados
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Uma notícia chamou a atenção esta semana. Nos Estados Unidos, bebês gêmeos de três semanas foram encontrados mortos. Naquela noite, haviam dividido a cama com a mãe. Pela manhã, ela notou que estavam inconscientes. Após alguns meses de investigação, chegou-se à conclusão de que as mortes foram causadas por sufocamento acidental.

O fato é no mínimo chocante e causa uma mistura de sentimentos. Nos comentários dos internautas, pode-se observar que estão divididos entre a compaixão e a indignação por essa mãe. Compaixão pelo fato de ela ter perdido dois filhos por causa de uma atitude sua. Indignação por colocar dois bebês recém-nascidos em situação de risco de morte, ao compartilhar com eles a mesma cama, em que poderia derrubá-los ou sufocá-los, como aconteceu. Para os indignados, fica a certeza de que ela está sendo punida pelo sofrimento que deve estar vivendo.

A conduta da mãe de dormir com seus bebês é algo praticado por algumas leitoras. Várias disseram que usam dessa prática, mas com todo o cuidado. Inclusive, em um dos relatos, a leitora conta que nunca deitou nem no bracinho de seu filho, de tão cuidadosa.

Para alguns, dormir com  filhos tão pequenos reflete um cuidado necessário – eles se sentem protegidos no contato com o corpo da mãe, necessário ao seu desenvolvimento. Como se, dessa forma, resgatassem o aconchego que se supõe encontrado na vida intra-uterina.

Outros acham que não há necessidade disso e que é um caminho para que a criança desenvolva o mau hábito de dormir com os pais, o que se perpetua, por vezes, até a adolescência.  Consideram que cada um deve ter sua cama, sua individualidade. Até porque, filho no meio interfere na vida íntima do casal.

O fato é que as pessoas dormem com seus filhos, o que gera muita discussão em rodas de pais e mães. Há dúvidas sobre isso. Ninguém tem muita certeza do que é o melhor.

Quando nascem, os bebês são tão pequeninos que dá a impressão de que não sobreviverão ao menor vento. Que dirá a algumas horas à noite, quando vão estar sós, longe da proteção materna. Deixá-los num quarto separado pode gerar nas mães sentimentos de que os estão abandonando e de que não cuidam bem deles. Como se eles não pudessem aguentar nenhum tipo de frustração, angústia ou desconforto. E, pior, considerando a progenitora como alguém que falha.

Sem dúvida eles precisam de muitos cuidados, mas podem ficar longe das mães e saírem ilesos. Talvez sejam elas que sentem que não vão sobreviver longe deles. Muitas, inclusive, relatam a falta que sentem da barriga de grávida após o parto, época em que a dupla era inseparável.

Uma mãe não é uma fonte inesgotável de satisfação para seu filho. Isso é impossível. Ela frustra e isso faz parte da vida. A frustração é algo que impulsiona o crescimento e o desenvolvimento do indivíduo, fortalecendo-o, mesmo quando bebê, ao se dar conta de que ele é capaz de enfrentar as dificuldades encontradas pela vida.

Dormir com bebês tão novinhos traz sérios riscos. Muitas vezes, o cansaço da mãe a leva a isso, e aumenta ainda mais o perigo.

Ninguém precisa grudar em seu filho para que ele se sinta amado ou considere que tem bons pais. Isso tende a atrapalhá-lo em seu crescimento. A única certeza que ele deve ter é que sua mãe está por perto, acolhendo-o quando necessário e permitindo que ele cresça.

A essa mãe, que encontre paz em sua dor.

Fonte: g1.com.br

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